13 de Maio de 2022

3 dicas para ensinar as crianças a pesquisar com base em informações confiáveis

Psicóloga dá orientações quanto aos critérios a usar para escolher conteúdos verdadeiros, com base em evidências científicas - e assim não cair em armadilhas e informações falsas
Compartilhe

Sempre que possível, é importante procurarmos a fonte original da informação para garantir que não houve nenhuma distorção no texto

Em tempos de desinformação e fake news, observa-se a dificuldade de muitas pessoas em separar quais são as informações confiáveis – baseadas em evidências científicas – daquelas sem validade. Isso vale para adultos e crianças - estas, cada vez mais conectadas e consumidoras de informações originadas no universo virtual. Aplicativos como WhatsApp e Instagram, programas de podcasts e vídeos de Youtube funcionam como fontes de conteúdo, diversão e socialização.

Tamanho volume de conteúdo, característico dos tempos atuais, muitas vezes excede nossa capacidade de avaliação e julgamento. Temos acesso a um número infinito de notícias, orientações, avisos, promoções - o que representa um desafio separar “o joio do trigo”. Não raro, caímos em armadilhas ou escolhemos caminhos que nos parecem adequados ou mais fáceis, o que nem sempre é verdade. A seguir, veja sugestões para encontrar informações mais confiáveis cientificamente.

1 – Quem é o autor (a) da informação?

Informações compartilhadas sem autoria podem facilmente significar que são falsas. Às vezes, até aparece o nome de algum autor, por exemplo “Segundo Fulano de tal…”. Mas você sabe quem é esse Fulano de tal? Sabe se ele realmente disse isso? Estamos num mundo em que ninguém tem tempo sobrando, mas basta dar uma pesquisada rápida para descobrir se o suposto autor realmente existe e disse o que está sendo veiculado com seu nome. Por isso, a informação confiável traz consigo não apenas o nome do autor, mas também onde e quando foi publicada.

2 – De onde veio a informação?

Você já deve ter ouvido aquela expressão “papel aceita tudo”. Os meios digitais infelizmente também. Empresas como Facebook, Instagram, Twitter e WhatsApp não têm como checar 100% das informações que passam por eles todos os dias. Um enorme volume de dados são trocados, facilitados pelos botões “compartilhar” e “encaminhar”. Por isso, é importante verificar de onde veio a informação. Se não há nenhuma indicação, o sinal de fumaça para fake news deve aparecer! Quando há indicação, o ideal é procurarmos a fonte original da informação para garantir que não houve nenhuma distorção. Para uma leitura mais crítica, navegue no site que veiculou a notícia. Que outras notícias há lá? Parece tendencioso demais? É um site que tem uma reputação a zelar? São algumas das perguntas que devemos nos fazer antes de comprar ideias sem saber de onde elas vêm.

3 – Desconfie sempre

 

Especialmente se a informação parecer uma “teoria da conspiração” ou se a mensagem começa com algo como “Isso é que eles não querem que você saiba”. Se parece sensacionalista, provavelmente apresenta algum exagero com relação aos fatos, maximizando ou levando o holofote para um fato específico, ao invés de dar um panorama mais geral, ou ainda concluindo pontos que não necessariamente podem ser concluídos com base nas pesquisas científicas.

Essas são três dicas importantes para evitar fake news e informações incorretas que podem ser encontradas por aí. Mas todo cuidado é pouco! Mesmo fazendo uso dessas dicas, é possível cairmos na mentira, pois, às vezes, a informação realmente parece fazer sentido, parece ser verdadeira. Mas será que ela é? Neste caso, procure outros pontos de vista sobre essa informação, pergunte a outras pessoas, especialmente para aquelas que possam ter mais conhecimento sobre o assunto. Seja humilde ao assumir que você não sabe e não compartilhe a informação com outras pessoas

Texto: Fernanda Cardoso Fraga Fonsêca
Crédito de foto: Acervo Canguru News
https://cangurunews.com.br


Últimas Publicações

12 de Agosto de 2022

7 mitos e verdades sobre amamentação e sono

A biomédica Monica Andersen e o pediatra Gustavo Moreira, do Instituto do Sono, esclarecem dúvidas relativas ao aleitamento materno e o sono das mães e dos bebês

10 de Agosto de 2022

Por que as crianças não têm ‘bons modos’ à mesa

Não é por falta de boas maneiras que as crianças se levantam da mesa a cada 5 minutos e resistem a usar talheres ‒ há outros motivos que levam a tais comportamentos nas refeições, explicam especialistas

5 de Agosto de 2022

5 sugestões filmes que estimulam a empatia

Quanto mais cedo as crianças aprendem sobre seus sentimentos e se tornam capazes de se colocar no lugar do outro, maiores serão os benefícios em sua vida

3 de Agosto de 2022

Volta às aulas: cuidados para manter a saúde das crianças em dia

Manter a caderneta de vacinação atualizada é fundamental para prevenir doenças; lavagem nasal também é indicada para o bem-estar dos pequenos